|
|
LETRAS e CIFRAS. |
| |
 |
ISRC BR-ROX-08-00001
ISRC BR-ROX-08-00002
ISRC BR-ROX-08-00003
ISRC BR-ROX-08-00004
ISRC BR-ROX-08-00005
ISRC BR-ROX-08-00006
ISRC BR-ROX-08-00007
ISRC BR-ROX-08-00008
ISRC BR-ROX-08-00009
ISRC BR-ROX-08-00010
ISRC BR-ROX-08-00011
ISRC BR-ROX-08-00012
ISRC BR-ROX-08-00013
ISRC BR-ROX-08-00014
ISRC BR-ROX-08-00015
ISRC BR-ROX-08-00016
| CD8
|
|
 |
"SKYLAB VII"
|
CD7 |
|
| |
|
|
|
|
|
|
 |
"SKYLAB VI "
1- ALUCINAÇÃO
2- ISTO NÃO É JOHN CAGE
3-
4-
5-
6-
7-
8-
9-
10-
11-
12-
13-
14-
15-
16-
17-
18-
19-
|
CD7 |
|
 |
"SKYLAB
V "
|
CD6 |
| |
|
|
|
|
|
|
 |
"SKYLAB IV "
|
CD5 |
|
 |
"SKYLAB
III"
|
CD4 |
| |
|
|
|
|
|
|
 |
"SKYLAB
II"
|
CD3 |
|
 |
"SKYLAB"
|
CD2 |
|
| |
| |
|
|
TIRA TUDO – ISRC BR-ROX-08-00001. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Tira tudo, tira tudo,
Tira o demônio, tira o demônio,
Um tiro na minha cabeça, um tiro na minha cabeça,
Atira, atira,
Tira a cabeça, tira a cabeça,
Tira o demônio da minha cabeça, tira o demônio da minha cabeça
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
EU NÃO TÔ ENTENDENDO – ISRC BR-ROX-08-00002. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Quê que ce disse?
Quê que ce disse?
Eu não tô entendendo.
Há muito tempo que eu não entendo mais nada.
Há muito tempo que eu não entendo mais nada.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
BATMASTERSON – ISRC BR-ROX-08-00003. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
No velho oeste ele nasceu
E entre os bravos se criou,
O tempo se enlouquesceu,
Batmasterson, Batmasterson.
No velho oeste ele nasceu,
Entre os carros a passar,
Ele me apareceu,
Batmasterson, Batmasterson.
Vivo na cidade grande,
Aqui, aqui,
O meu pensamento voa,
O Rio-Texas é aqui.
No velho oeste ele nasceu,
Eu ia e vinha sem ter fim,
Mas o milagre aconteceu,
Batmasterson, Batmasterson.
No velho oeste ele nasceu,
Entre traças e cupins,
Pensei que eu ia te perder,
Batmasterson, Batmasterson.
Um coração solitário,
Assim, assim,
O gado cruza o asfalto,
O infinito é aqui.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
EU TÔ SEMPRE DOPADO – ISRC BR-ROX-08-00004. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Eu to sempre dopado,
Eu to sempre dopado...
No meio da rua
Fazendo música,
Indo pro trabalho,
Com a tv ligada,
Eu tô sempre dopado,
Eu to sempre dopado.
No meio dos carros,
Dentro do sistema,
Cheirando fumaça,
Mesmo careta,
Eu to sempre dopado,
Eu to sempre dopado.
De janeiro à dezembro
Eu não sinto nada,
Você não entende,
Eu sou uma máquina.
Eu to sempre dopado,
Eu to sempre dopado.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
UM SAMBA BEM QUENTE – ISRC BR-ROX-08-00005. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Agora eu vou fazer um samba bem quente,
Um samba com aparência de raio laser,
Um samba que entre fundo na alma da gente,
Fazendo uma bagunça no corpo inteiro.
Um samba que nos deixe boquiaberto e mudo,
Samba que tem um jeito de fim de mundo,
Samba que solta grito e rodopia em fúria,
Caboclo e pombagira numa noite escura.
Samba que tem gnomos, passarinhos eletrônicos,
Harmonizando a lua com a bomba atômica,
Samba de um paraíba que perdeu a vida
E vai se masturbando no cinema Íris.
Samba dodecafônico e movido a diesel
Mas no Rio de Janeiro é uma explosão de lírios.
É um samba como os outros, sem nenhum mistério,
Mas às vezes é chamado de Tempos Modernos. |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
PRECISO DE VOCÊ COMIGO – ISRC BR- ROX-08-00006. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
E é por isso que eu preciso de você comigo,
E é por isso que eu preciso de você comigo
No Baixo, no Jardim do Méier,
No Canal do Mangue, no Arpoador,
Eu não sou rei de ninguém,
Não sou escravo também.
Ando na praia de Copacabana,
No sol de Ipanema, num bar do Leblon.
E é por isso que eu preciso de você comigo,
E é por isso que eu preciso de você comigo. |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
BATMAN – ISRC BR-ROX-08-00007. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Quando a noite cai
e tudo está tão mal,
você pode ver
Batman.
Pontapé nos rins,
Soco no nariz,
Tudo isso é
Batman.
O que eu não sei,
Música e caos,
Onde está você?
Batman, Batman,
Não sei quem sou eu,
Não sei quem é você,
Eu só sei dizer
Batman.
Gottan City é
O que você quiser,
Bota pra foder,
Batman.
Tudo isso dá
Cólica Mental,
Te vi na TV,
Batman, Batman.
Último dos bens,
Robin onde andará,
Minha mãe, meu pai,
Batman.
Samba e rock and roll,
O ritmo do jazz,
Tudo isso é
Batman
O que se rompeu,
Tudo se esvai,
Quê que aconteceu?
Batman, Batman |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
EU ESTOU SÓ – ISRC BR-ROX-08-00008. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Eu estou
Eu estou só
Eu estou só vendo
Eu estou só vendo abismo
Eu abismo
Eu
Eu
Abismo,
Vendo abismo
Eu vendo abismo,
Eu só vendo abismo,
Eu estou só vendo abismo,
Eu,
Eu |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
LADRÃO É POLÍCIA - ISRC BR-ROX-08-00009. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
O fundo é a forma
E a forma é o fundo.
A curva é uma reta
E a reta é uma curva.
O profundo é a pele,
A pele é o profundo,
A pele é o profundo,
A pele é o profundo.
O cu é a boca
E a boca é o cu,
A língua é a fala
E a fala é a língua,
Em todo momento
Polícia é ladrão,
Polícia é ladrão,
polícia é ladrão.
Ladrão é polícia,
Polícia é ladrão,
Ladrão é polícia,
Polícia é ladrão,
Ladrão é polícia,
Polícia é ladrão,
Polícia é ladrão,
Polícia é ladrão.
O dentro é o fora
E o fora é o dentro,
O liso é a dobra
E a dobra é o liso,
De trás para frente,
De frente pra trás
De frente pra trás
De frente pra trás.
O estranho é tudo,
Tudo é estranho,
O lixo do luxo,
O luxo do lixo,
Em todo momento
O início é o fim,
O início é o fim,
O início é o fim.
O fim é o início,
O início é o fim,
O fim é o início,
O início é o fim,
O fim é o início,
O início é o fim,
O início é o fim,
O início é o fim. |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
CASAS DA BANHA – ISRC BR-ROX-08-00010. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Vou dançar o tchá tchá tchá,
Casas da Banha,
Alegria vem de lá,
Casas da Banha,
Também vou aproveitar,
Casas da Banha,
É lá que eu quero comprar,
É lá que eu quero comprar.
Desce o morro com fuzil,
Casas da Banha,
Tudo aqui vai explodir,
Casas da Banha,
Também vou aproveitar,
Casas da Banha,
É lá que eu vou saquear,
É lá que eu vou saquear.
Pelas ruas a gritar,
Tá tudo em chamas,
Um edifício agora cai,
Outro balança,
O inimigo pede paz,
Não adianta,
Os deuses querem muito mais,
Os deuses querem muito mais.
Uma criancinha jaz,
suja de sangue,
Outra ali se arrasta e vai
cheia de cancro,
Vou dançar o tchá tchá tchá,
Casas da Banha,
É lá que eu quero comprar,
É lá que eu quero comprar.
Te dedico essa canção,
Casas da Banha,
A usura dá o tom
Na melodia,
Vou pisando a multidão
Dos que caíram,
Não há mais espaço no chão,
Não há mais espaço no chão.
Um estrondo então se ouviu,
Casas da Banha,
Tudo se escureceu
E era ainda dia,
O planeta se partiu
Em pedacinhos
E um longo silêncio se ouviu,
Um longo silêncio se ouviu.
Vou dançar o tchá tchá tchá,
Casas da Banha,
Alegria vem de lá,
Casas da Banha,
Todo parecem faquir,
Casas da Banha,
A arte pra mim é assim,
A arte pra mim é assim. |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
PEIDA, PEIDA - ISRC BR-ROX-08-00011. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Peida, peida...
Eu peido no carro,
No elevador,
Na sala de aula,
Fazendo amor.
O peido não pensa,
O peido é assim,
Eu peido pra ela,
Ela peida pra mim.
Peida, peida...
O peido do Papa,
O peido de Deus,
A Gisele Bunchen,
Ela peida também.
Peidar é gostoso,
Peidar é tão bom,
Eu nunca disfarço,
Eu peido no tom.
Peida, peida...
Peido ardido,
Peidinho, peidão,
De todos os tipos
Em todos os tons.
Bomba! Bomba!
Não mata ninguém,
O peido alivia,
O peido faz bem.
Peida, peida... |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
PEIDA, PEIDA - ISRC BR-ROX-08-00011. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Peida, peida...
Eu peido no carro,
No elevador,
Na sala de aula,
Fazendo amor.
O peido não pensa,
O peido é assim,
Eu peido pra ela,
Ela peida pra mim.
Peida, peida...
O peido do Papa,
O peido de Deus,
A Gisele Bunchen,
Ela peida também.
Peidar é gostoso,
Peidar é tão bom,
Eu nunca disfarço,
Eu peido no tom.
Peida, peida...
Peido ardido,
Peidinho, peidão,
De todos os tipos
Em todos os tons.
Bomba! Bomba!
Não mata ninguém,
O peido alivia,
O peido faz bem.
Peida, peida... |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
CHEIRANDO MAL – ISRC BR-ROX-08-00012. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Eu não tenho, nunca tive higiene,
Num outro dia com um pedaço de pau
Arranquei do meu dente um naco de carne
cheirando mal.
Não tem jeito, eu sou assim mesmo,
tenho uma verruga no pau,
A pele com sarna, os cabelos sebosos,
Cheirando mal.
Pardon, monsieur,
Sou como você,
Não gosto de tomar banho,
No calor ou mesmo no frio,
To sempre cheirando mal.
Outro dia, no elevador cheio
Eu soltei um peido mortal,
As secretárias, os executivos
Cheirando mal.
Gosto do cheiro que vem dos bueiros,
Dos charcos e dos lamaçais,
um cheiro podre que exala um cadáver
cheirando mal.
Pardon, monsieur,
Sou como você,
Não gosto de tomar banho,
No calor ou mesmo no frio.
To sempre cheirando mal.
Contraposto aos novos tempos
Em busca de paz,
A alegria de um cão sarnento
Cheirando mal.
Permaneço longe das estrelas,
Em meio ao caos,
Na minha garganta muito catarro
Cheirando mal.
Pardon, monsieur,
Sou como você,
Não gosto de tomar banho,
No calor ou mesmo no frio,
Tô sempre cheirando mal. |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
EU SOU CLIENTE DE LÁ – ISRC BR-ROX-08-00013. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
No meio dos laticínios
Maconha e cocaína,
Palha de aço e presunto,
Detergente e todynho.
Sabonete eucalol,
Grapete bem geladinho,
É lá que eu faço minhas compras,
Eu sou cliente de lá.
Tem ladrão, tem polícia,
Tem costela de pobre,
Tem presunto de Parma,
Tem defunto fresquinho,
Doce de abóbora com carne seca,
Você pode encontrar,
É lá que eu faço minhas compras,
Eu sou cliente de lá.
Tem joelho de porco,
Tem boceta de puta,
Açúcar com neocid,
Tem balinha de coco,
Na promoção da semana –
Mico Leão Dourado,
É lá que eu faço minhas compras,
Eu sou cliente de lá.
Tem leite de magnésia,
Antrax e Gardenal,
Vírus de toda espécie,
Me diz o que eu vou comprar,
Um parafuso, uma ruela,
A máscara que eu vou usar,
É lá que eu faço minhas compras,
Eu sou cliente de lá.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
O AR – ISRC BR-ROX-08-00014. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
O ar, o ar,
Tá me faltando ar.
O ar, o ar,
O fundamento, o ar.
Mais, mais,
O meu pulmão que mais,
O ar, o ar,
Eu quero respirar.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
MEU DIÁRIO – ISRC BR-ROX-08-00015. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Marcos Petrilo, um amigo meu,
Transou com um pastor alemão,
Ficou grávido e deu a luz
À um filhote de Cruz Credo.
Pela janela do ônibus
Vi um sujeito mijando na rua.
Até aí tudo bem,
Sentiu vontade de mijar, mijou.
Na Bahia é assim também.
O estranho foi o piru do indivíduo,
De tal maneira que eu pude constatar em loco
Como os seres humanos são tão diferentes.
Nacional é o cacete!!!!
Viva a Cultura !!!!!!!
A medicina podia desenvolver um piru
Sobressalente pras mulheres.
Eu não sou gilete não,
Eu não sou gilete não,
Eu não sou gilete não.
Noite de terror e pânico.
Minha mulher estava grávida
Então resolvi eu mesmo fazer o parto.
A criança nasceu morta.
Então a segurei pelo cordão umbilical
E girei ela no ar
Formando círculo concêntricos
Até arremessá-la longe,
Pra muito longe dali.
Enquanto isso minha mulher se esvaía em sangue,
Então, com as próprias mãos,
Arranquei-lhe o útero, o ovário, a bexiga,
O intestino grosso, o pâncreas,
Até formar um corpo sem órgãos.
Rio de Janeiro, 21 de abril de 2001.
Cada um tem o seu diário.
O meu é assim.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
UM FURO – ISRC BR-ROX-08-00016. |
|
|
|
CD
8 |
| |
|
|
|
|
Quem que furou, quem que furou,
Um furo no meio de mim,
Furo de que, furo de que,
Eu tava bem, eu tava bem,
Um furo no meio de mim,
Mais uma vez, mais uma vez.
.
O dia nasceu, o céu tava azul,
Um furo no meio de mim,
Não entendo bem, não entendo bem
Agora eu já sei, agora eu sei,
Um furo no meio de mim.
É um furo no meio, no meio de mim,
É um furo no meio de mim.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
QUAL FOI O LUCRO OBTIDO. |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Viajei pra São Paulo numa velocidade de 140 Km por hora.
Minha concubina cumpre o mesmo percurso a 20 km por hora.
Quem chega primeiro?
E qual foi o lucro obtido?
Qual foi o lucro obtido?
Comprei um fuzil AR15 por cinqüenta mil reias.
Meses depois, vendi esse mesmo fuzil por 5 mil reias.
Pergunta-se:
Qual foi o lucro obtido?
Qual foi o lucro obtido?
Me casei, tive dois filhos.
Me separei, pago pensão e sou fodido.
Qual foi o lucro obtido?
Qual foi o lucro obtido?
Um cyborg entrou em pane.
Pergunto seu nome e ele responde:
Qual foi o lucro obtido?
Qual foi o lucro obtido?
Eu olho pra você e você olha pra mim.
Eu olho pra você e você olha pra mim.
Qual foi o lucro obtido?
Qual foi o lucro obtido?
Urinei no poste da primeira esquina.
Uma operária me viu e gritou assim:
Qual foi o lucro obtido?
Qual foi o lucro obtido?
Estou doente em cima de uma cama.
Um corvo na janela grita:
Qual foi o lucro obtido?
Qual foi o lucro obtido.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
HÁ QUANTO TEMPO? |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Há quanto tempo?
Há quanto tempo?
Há quanto tempo?
Há quanto eu não leio jornal?
Há quanto tempo eu não vejo TV?
Há quanto tempo eu não ouço música?
Há quanto tempo eu não falo com ninguém?
Há quanto tempo eu não saio de casa?
Há quanto tempo não vejo ningém?
Há quanto tempo eu não penso em nada, nada, nada?
Há quanto tempo?
Há quanto tempo?
Há quanto tempo?
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
QUANTO MAIS SAÚDE EU MORRO |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Quanto mais saúde eu morro,
Quanto mais doente eu fico vivo.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
SAMBA ISQUEMIA NOISE |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
O samba é o pai de todos.
No samba eu me criei.
Com o samba eu faço música.
O samba é o puro prazer.
Samba que eu quero ver.
O samba é muito esquisito.
O samba não tem pai nem mãe.
O samba vive no exílio.
O samba não tem amanhã.
O samba é o impossível.
O samba nunca tem sentido.
Quem faz samba é ET.
O samba é totalmente nerd.
Samba que eu quero ver.
O samba vem dos intestinos,
Do pâncreas e também dos rins.
Samba só pra mim.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
CORPO E MEMBRO SEM CABEÇA |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
A dança do corpo e dos membros,
A dança do corpo e dos membros,
Corpo e membro sem cabeça,
Corpo e membro sem cabeça.
O canto da cantora muda,
O canto da cantora muda,
Canta, canta, surda-muda,
Canta, canta surda-muda.
O dedo mindinho do Lula,
O dedo mindinho do Lula,
O olho de Luís de Camões,
O olho de Luís de Camões.
O sorriso do gato de Alice,
O sorriso do gato de Alive,
As pernas do Lars Grael,
As pernas do Lars Grael.
As fotos de um fotógrafo cego,
As fotos de um fotógrafo cego,
Os dentes de uma banguela,
Os dentes de uma banguela.
O samba de uma songa-monga,
O samba de uma songa-monga.
Samba, samba, songa-monga,
Samba, samba, songá-monga.
O discurso de um homem gago,
O discurso de um homem gago.
Uma gag, um homem gago,
Uma gag, um homem gago.
O piru de um travesti operado,
O piru de um travesti operado,
Poesia é o caralho,
Poesia é o caralho.
A dança de uma paralítica,
A dança de uma paralítica,
Remechendo na cadeira,
Remechendo na cadeira.
A dança do corpo e dos membros,
A dança do corpo e dos membros,
Corpo e membro sem cabeça,
Corpo e membro sem cabeça.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
EU CHUPO MEU PAU. |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu.
Se fosse fácill se olhar
Quem diria EU?
Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu !!!!!
Eu chupo meu pau.
Eu chupo seu pau?
Não, eu chupo meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu.
Se fosse fácil chupar o próprio pau
Cada um chupava o seu.
Eu chupo o meu pau.
Eu chupo o seu pau?
Não, eu chupo o meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu !!!!!
Eu me mato.
Eu te mato?
Não, eu me mato.
A morte é sua?
Não, a morte é minha.
Se fosse fácil se matar,
Todo mundo morria.
Eu me mato.
Eu te mato?
Não, eu me mato.
A morte é sua?
Não, a morte é minha !!!!!!
Eu chupo meu pau.
Eu chupo seu pau?
Não, eu chupo meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu.
Se fosse fácil chupar o próprio pau
Cada um chupava o seu.
Eu chupo o meu pau.
Eu chupo o seu pau?
Não, eu chupo o meu pau.
O pau é seu?
Não, o pau é meu !!!!!
Eu me drogo.
Eu te drogo?
Não, eu me drogo.
A droga é sua?
Não, a droga é minha.
Se fosse fácil se drogar,
Quem não se drogaria?
Eu me drogo,
Eu te drogo?
Não, eu me drogo.
A droga é sua?
Não, a droga é minha !!!!!!
Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu.
Se fosse fácill se olhar
Quem diria EU?
Eu me olho.
Eu te olho?
Não, eu me olho.
O olho é seu?
Não, o olho é meu !!!!! |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
É TUDO ATONAL |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Tá todo mundo pensando que tudo é tão natural.
Ta todo mundo pensando que tudo é tão natural.
Tá todo mundo pensando.
Tá todo mundo pensando que tudo é tão natural.
É tudo atonal.
É tudo atonal.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
DÁ UM BEIJO NA BOCA DELE |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Jabiando, jabiando.
Mantém a guarda, mantém a guarda.
Não dá distância, não dá distância.
Olha pra frente, olha pra frente.
Joelhada, joelhada.
Leva ele pro chão, leva ele pro chão.
Valeu garoto, valeu garoto.
Imobiliza, imobiliza.
Agora porrada, agora porrada.
Dá na cabeça, dá na cabeça.
Língua na nuca, língua na nuca.
Valeu garoto, valeu garoto.
Mão na bunda, mão na bunda.
Ele vai bater, ele vai bater.
Aproveita agora, aproveita agora.
Dá um beijo na boca dele. Dá um beijo na boca dele.
Valeu garoto, valeu garoto.
Agora porrada, agora porrada.
Dá na cabeça, dá na cabeça.
Língua na nuca, língua na nuca.
Ele vai bater, ele vai bater.
Aproveita agora, aproveita agora.
Dá um beijo na boca dele, dá um beijo na boca dele.
Valeu garoto, valeu garoto
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
CHOVE CHUVA NA MINHA CABEÇA |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Chove chuva na minha cabeça,
Chuva fria na minha cabeça,
Minha vida inteira,
Chuva na cabeça,
Tá relampejando no céu da minha cabeça.
Tudo ecoa na minha cabeça
Se acaso a chuva não escoa
Da minha cabeça,
O pensamento voa
Por entre as gotas dessa chuva que ressoa.
Chove dentro da minha cabeça,
Ouço vozes na minha cabeça,
Por todos os poros
Da minha cabeça,
A chuva escorre pelos córneos da minha cabeça.
Nuvens negras na minha cabeça,
Fim do mundo na minha cabeça,
O meu corpo treme,
Estranha beleza,
Vou dançando sob a chuva na minha cabeça.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
A IRMÃ DA MINHA MULHER |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
A irmã da minha mulher
me diz que o mundo é assim.
A irmã da minha mulher,
Desencontrado, eu me vi.
A irmã da minha mulher
É um labirinto, não tem fim.
A irmã da minha mulher
Me diz que não tá nem aí.
A irmã da minha mulher
Estuda cinema em Paris.
A irmã da minha mulher
Mora sozinha e é feliz.
A irmã da minha mulher
Meche tanto com os quadris.
A irmã da minha mulher
Me deixa assim fora de si.
A irmã da minha mulher
Parece com a Gisele Bunchen.
A irmã da minha mulher
Tá sempre pronta a dizer SIM.
A irmã da minha mulher
Tem os olhos azulzinho.
A irmã da minha mulher
Me diz que a lei é sempre ruim.
A irmã da minha mulher
Foi morta por um homem vil
A irmã da minha mulher
Gritava mas ninguém ouviu.
A irmã da minha mulher
Morreu olhando para mim.
A irmã da minha mulher
É tudo que eu sempre quis.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
HEI, MOÇO, JÁ MATOU UMA VELHINHA HOJE |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Hei, moço, já matou uma velhinha hoje?
Dessas que atravancam
O meu, o seu, o nosso caminho.
Hei, moço, já matou uma velhinha hoje?
O pensamento lateja
Na minha, na sua, na nossa cabeça.
Hei, moço, já matou uma velhinha hoje?
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
EU VOU DIZER |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Atenção, atenção.
Mãozinha pra cima.
Mãozinha pra baixo.
Olha prum lado.
Olha pro outro.
Eu vou dizer,
Eu vou dizer.
Barra, Flexão.
Esteira, bicicleta.
Pulando corda:
1,2,3
1,2,3
Não pára.
Eu vou dizer,
Eu vou dizer.
Inspira pelo nariz.
Expira pela boca.
Abre as pernas.
Encosta a mão no chão.
Eu vou dizer.
Eu vou dizer.
Abaixa, sobe.
Abaixa, sobe.
Mão nas cadeiras.
Olha pra mim.
Olha pra mim.
Eu vou dizer.
Eu vou dizer.
Abaixa, sobe.
Abaixa, sobe,
Relaxa os ombros.
Olha pra mim.
Olha pra mim.
Tá acabando.
Tá acabando.
Mais um pouco.
Mais um pouco.
Eu vou dizer.
Eu vou dizer.
Barra, flexão.
Olha pra mim.
Olha pra mim.
Eu vou dizer.
Eu vou dizer.
Você é gay.
Você é gay.
Não !!! Não !!!!!
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
VOU, VOU, VOU |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Vou, vou, vou.
Eu não sei dizer voltar.
Eu não sei dizer voltar.
Eu não sei dizer voltar.
É tão doce, tão ruim,
Tão amargo, tão sem fim,
Tão difícil, tão real,
Tão gostoso, tão fulgaz.
Tão bonito, tão legal,
Tão estranho, tão banal,
Tão escuro, tão liláz,
Tão medonho, tão normal.
Vou, vou, vou.
Eu não sei dizer voltar.
Eu não sei dizer voltar.
Eu não sei dizer voltar. |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
O PRIMEIRO TAPA É MEU |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Quer mais? Quer mais? Quer mais?
Então toma.
Um momentinho, um momentinho, um momentinho.
Mas o primeiro tapa é meu.
Quer mais? Quer mais? Quer mais?
Não desiste, né?
Então toma !!!!
Um momentinho, um momentinho, um momentinho..
Mas o primeiro tapa é meu.
Perseverante, hein?
Então toma !!!!
Um momentinho, um momentinho, um momentinho.
Oh Pai ! Estou todo arrebentado
Mas o primeiro tapa é meu.
Quer mais? Quer mais? Quer mais?
Então toma !!!!! |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
DESPERDÍCIO DE TUDO |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Desperdício de luz,
Desperdício de água,
Desperdício de sonhos,
Desperdício de lágrimas.
Desperdício de tudo,
Desperdício do som,
Desperdício que eu gosto,
Desperdício tão bom.
Desperdício de tudo, desperdício.
Desperdício de tudo, desperdício.
Desperdício de coisas,
Desperdício de nomes,
Desperdício dos anos,
Desperdício que eu vi.
O desperdício de grana
Desperdício é assim,
Desperdício constante,
Desperdício sem fim.
Desperdício de tudo, desperdício.
Desperdício de tudo, desperdício.
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
A ÚLTIMA VALSA |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Beber, beber, beber até cair.
Depois se reerguer e partir
Por ruas sem nomes eu vou por aí
Sem sofrer, sem chorar, sem pedir.
Voar, voar, sem medo de ir
Pra longe do mundo e de mim.
Astros e estrelas num céu a luzir.
Quem eu sou, quem serei, quem eu fui?
O céu é azul, os homens são gris.
Nada no bolso ou nas mãos.
Eu vou pelo simples prazer de seguir
Sem início, sem meio, sem fim. |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
AS ASAS DE UM ANJO |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
Numa clara manhã reluz as asas de um anjo,
Planando sob o céu azul, emitem bons fluidos.
Mas pode ser as asas de um corvo,
Me dando insônia, mal estar e azar em tudo.
Quem sabe se amanhã serei uma bailarina,
Dançando nas pontas dos pés o Canto do Cisne.
Posso também ser um troglodita
E com um punhal rasgar a carne do meu próprio filho.
Seus lábios cor de açaí, neles se misturam
Bardoux, Deneuve, Adjani, num vermelho puro.
Mas pode ser sangue de escorbuto
Que vai saindo gota a gota do seu corpo imundo.
Dizer depois me desdizer numa luta infinda.
Os médicos diagnosticam: esquizofrenia.
Mas para mim, acho que é alegria.
Voar, voar, voar em todos os sentidos. |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
O MUNDO TÁ SEMPRE GIRANDO |
|
|
|
CD
7 |
| |
|
|
|
|
| | |